Covid19 e a explosão dos pedidos de seguro-desemprego nos EUA. A “ponta do iceberg”?

Tomás Rigoletto e Denis Maracci Gimenez

Em 14 de agosto de 1935, o Social Security Act foi assinado pelo Presidente F. D. Roosevelt. Entre outras iniciativas de proteção social, diante da mais dramática depressão econômica da história americana, até agora, a lei Incluiu o estabelecimento de um sistema de seguro-desemprego em todos os estados, instituindo diretrizes gerais para as leis estaduais. Roosevelt tomou tal iniciativa em 1935, com o desemprego em queda por força do New Deal, mas ainda com mais de 10 milhões de desempregados em uma força de trabalho de pouco mais de 53 milhões de trabalhadores. Em 1938, quando todas as leis estaduais estavam em vigor e os pagamentos de benefícios começaram na maioria deles, 20 milhões de trabalhadores já estavam cobertos pelo programa em nível nacional, quando o país ainda sofria brutalmente com uma taxa de desemprego próxima a 20% da força de trabalho .

Em 29 de abril de 2020, o Bureau of Economic Analysis divulgou as primeiras estimativas do estrago que a crise econômica atual, da Covid-19, causou na economia norte-americana. Incertezas anteriores à pandemia quanto a solidez do desempenho da economia norte americana e do seu mercado de trabalho eram presentes. Todavia, as incertezas anteriores assumiram a forma de uma profunda crise, frente a uma forte disseminação do novo coronavírus, acelerada pela hesitação do governo norte americano em agir. As consequências mais visíveis dessa política de isolamento e paralisação, imprescindíveis para a contenção da epidemia, vale acrescentar, num país que apresenta grande fragilidade do sistema de saúde, foi uma queda brusca na demanda agregada, na medida em que os gastos (dos consumidores, famílias e pessoas) foram restringidos .

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