A difícil arte de medir as oscilações do emprego durante a pandemia

Marcelo Manzano e Arthur Welle

Desde os primeiros meses do ano passado, têm sido recorrentes as discrepâncias entre os números oficiais relativos à evolução do emprego formal no país. Com exceção de setembro e outubro de 2020, na maioria dos meses de 2020 e novamente no início de 2021, a taxa de variação mensal do emprego formal registrada pela PNAD-Contínua3 (pesquisa nacional por amostra de domicílio, realizada pelo IBGE) permaneceu abaixo da taxa de variação mensal apurada pelo “Novo CAGED” (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério da Economia.

Como era de se esperar, por conta da crise de múltiplas dimensões que se abateu sobre o Brasil desde o início da pandemia de Covid-19, o ano de 2020 foi marcado por inflexões de grande amplitude em diversos indicadores socioeconômicos, especialmente daqueles relacionados à dinâmica da atividade econômica e do mercado de trabalho. Por isso, no caso de alguns indicadores em particular, a evolução dos dados revela tendências pouco consistentes e que podem mais dificultar do que ajudar nas análises e interpretações a respeito da conjuntura. Esse parece ser o caso dos números apurados pelo Novo CAGED e identificamos até o presente três fatores que podem estar afetando a sua acurácia.

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