Condições de Trabalho e práticas de gestão no Walmart Brasil

Patrícia Rocha Lemos

 

Walmart é uma das mais importantes corporações transnacionais do mundo. Fundada em 1962 nos Estados Unidos, a empresa impulsionou seu processo de internacionalização a partir da década de 1990 quando se instalou no Brasil, em 1995. Além de maior empresa do mundo em faturamento, o Walmart também é atualmente o maior empregador privado do globo. No Brasil, a empresa é a terceira maior do setor, atrás do Carrefour e do GPA (Grupo Pão de Açúcar), e conta com 471 lojas e cerca de 60 mil empregados. Em 2016, o faturamento no país foi de R$29,4 bi.

 

Pesquisadores importantes têm reafirmado a empresa como algo bem maior do que uma rede de lojas, tendo em vista que estabelece cada vez maior controle sobre a cadeia de produção, transporte e distribuição possibilitado pelas transformações logísticas e inovações tecnológicas. Para Lichteinstein (2006), o Walmart é um dos principais símbolos das recentres transformações do capitalismo, um novo modelo do capitalismo do século XXI. Em relação ao impactos nas relações de trabalho, diversos autores apontam que o crescente poder de mercado e de controle sobre a cadeia de valor estaria permitido ao Walmart generalizar um padrão de vida, trabalho e salário rebaixado para todo o mundo, seguindo a lógica da chamada “corrida para o fundo do poço” (Fishman, 2006; Lichtenstein, 2009; Rosen, 2006).

 

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